
Tem pessoas que quando começam falar não há Cristo que as faça parar, tem também aquelas que quando começam a rir enquanto tiver com fôlego ou não tiver corrido nenhuma lagrima não param.
Já passei varias vezes por essas duas situações, mas quando comecei a falar logo me toquei e parei, pra compensar, quando comecei a rir mesmo depois de ninguém achar mais nenhuma graça eu ainda estava rindo.
As vezes do nada, as palavras de minha boca somem, meus pensamentos se apagam, um sentimento estranho toma conta de mim. Varias pessoas já presenciaram esses meus momentos.
Não fico triste, apenas tento curtir ao máximo a pessoa que está comigo. Fico em silêncio ouvindo a voz, a tua voz, o máximo de comunicação que estabeleço são os sinais de positivo ou negativo que faço com a cabeça.
Eu me sinto bem, em ouvir a voz... “Quietinha! Fale alguma coisa”.
E me sinto idiota ao responder... “Alguma coisa”.
Não tenho o dom de falar, mas compenso com o dom de ouvir. Quanto menos eu falo mais presto atenção no que se é falado. Percebo pelo tom da tua voz o que se passa dentro de ti. E muitas vezes sei o que você está pensado.
Quer curtir momentos legais comigo? Aproveite enquanto estou calada. Esses momentos são os que você terá o máximo de minha atenção, pois nesses minutos, às vezes horas, é que o meu dom se manifesta.
“... Enquanto você conversa e me beija, ao mesmo tempo eu vejo,
As suas cores no seu olho tão de perto...”.




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